






Terminou por volta das 4h (horário de Brasília) o seqüestro de uma mulher grávida de 8 meses, no bairro Pau de Lima (Salvador). Driele Pitanga Santos, 18, era mantida refém dentro de um quarto da casa onde morava com o desempregado Genivaldo Pereira dos Santos Júnior, 20, conhecido como Saulo.
Segundo a polícia, Saulo estava inconformado com o fim do relacionamento com a mulher e a mantinha refém com uma faca no pescoço, desde a noite de quinta-feira. A polícia soube do seqüestro às 12h30 desta sexta-feira. Os vizinhos do casal ouviram barulho de objetos sendo destruídos dentro da casa e gritos e choros da vítima e ligaram para o 190.
Nesta madrugada, o desempregado liberou Driele e se entregou à polícia. Ele foi levado para o 10º Distrito Policial de Salvador. Ela foi levada para o hospital, mas passa bem.
Cerca de 60 policiais civis e militares participaram do trabalho de negociação com o seqüestrador para liberação da vítima.
A tensão gerada por crises econômicas e financeiras, como a que está acontecendo nos Estados Unidos, pode aumentar os casos de dores nas costas, no pescoço e nos ombros. Porém, segundo especialistas em dor da Universidade de Nova York, exercícios, sexo e uma boa conversa podem aliviar os sintomas. “Quando você está tenso, ansioso, temeroso ou com raiva, seus músculos das costas, ombros e pescoço contraem, e a contração prolongada dos músculos como resultado de estresse e tensão pode causar dor severa o suficiente para prejudicar você”, explicaram os especialistas. E eles destacam que atividades físicas como caminhada rápida, corrida, bicicleta, natação e musculação, além de sexo, podem ajudar a reduzir essas dores. Além disso, “desabafar com alguém que você confia pode fazer maravilhas”, disse o médico Norman Marcus, diretor de pesquisa em dor muscular da Universidade.
Um estudo da Universidade John Hopkins, nos EUA, sugere que um gás liberado em flatulências e “bombas de cheiro” pode ajudar a regular a pressão sangüínea. Segundo os pesquisadores, pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio – gás tóxico produzido por bactérias do intestino e responsável pelo mau cheiro das flatulências – poderiam ser produzidas por uma enzima encontrada em células que revestem as veias e teria o papel de relaxar essas veias e reduzir a pressão. Em testes com camundongos, aqueles modificados geneticamente para ter deficiência da enzima CSE apresentaram níveis quase nulos de sulfeto de hidrogênio e pressão sangüínea cerca de 20% mais alta que os normais. De acordo com os autores, as descobertas poderiam levar a novos tratamentos para a pressão alta.
A prática de exercícios físicos pode reduzir a severidade de derrames, segundo estudo internacional publicado, nesta terça-feira, na revista Neurology. A pesquisa analisou 265 pacientes que haviam sofrido, pela primeira vez, um derrame isquêmico. E os pesquisadores descobriram que aqueles que se exercitavam mais antes de ter um derrame tinham 2,5 vezes mais chances de ter um derrame mais leve, comparados com os menos fisicamente ativos. Além disso, aqueles com mais “horas ativas” tinham duas vezes mais chances de experimentar um melhor resultado
O Ministério Público deve apresentar até o dia 3 de novembro a denúncia (acusação formal) contra Lindemberg Fernandes Alves, 22. Nesta sexta-feira, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato da estudante Eloá Cristina Pimentel, 15, e indiciou o rapaz por homicídio doloso (com intenção) qualificado, duas tentativas de homicídio doloso qualificado, disparo de arma de fogo e perigo ou periclitação da vida.
De acordo com o promotor Antonio Nobre Folgado, a denúncia tem até cinco dias úteis para ser apresentada --a data começa a ser contada a partir da próxima terça porque não haverá expediente na segunda devido ao feriado do Dia do Servidor (lembrado dia 28).
O promotor disse que o julgamento deve ocorrer em um intervalo de dez meses a um ano.
Segundo o promotor, a reconstituição ainda não tem data marcada para ser realizada mas, "é irrelevante dentro da denúncia, assim como os outros laudos periciais". "A denúncia se baseia nos testemunhos. O depoimento principal é da Nayara". Ele afirmou que reconstituição é importante para júri conhecer os detalhes do crime.
Quanto à ação do Gate (Gate Grupo de Ações Táticas Especiais, da PM), que negociou com Lindemberg e invadiu o apartamento, o promotor afirmou que o fato de ter havido ou não tiro antes da invasão também é irrelevante para a promotoria. "Para o promotor isso não tem a menor relevância em relação ao crime de homicídio cometido por Lindemberg", disse.
De acordo com o promotor, juridicamente, o Gate tinha autorização para invadir o apartamento, uma vez que "havia duas vidas em risco lá dentro". "Isso está patente a todo momento no depoimento de Nayara".
Ele afirmou ainda que, no depoimento a adolescente relatou que as duas foram submetidas a situação de tortura psicológica e que em certos momentos Eloá chegou a pedir que Lindemberg atirasse.
Antes, o promotor chegou a fazer uma previsão de que, caso seja condenado pelo júri, Lindemberg receba pena de ao menos 25 anos de prisão.
Na denúncia à Justiça, o promotor também firmará sua convicção de que o retorno de Nayara foi tramado por Lindemberg porque ele tinha raiva dela. "Ele atirou para matar as duas meninas."
Inquérito
Segundo a assessoria da SSP (Secretaria da Segurança Pública), o pai da adolescente morta, Everaldo Santos, também foi indiciado no caso --por falsidade ideológica, uso de documento falso e porte ilegal de arma, já que havia uma espingarda no apartamento invadido por Lindemberg.
Ao todo, o inquérito tem 186 páginas com o depoimento de 26 pessoas, entre eles o de Nayara Rodrigues, 15, atingida por um tiro no rosto; dos policiais do Gate, que realizaram a invasão ao cativeiro; e vizinhos do apartamento onde morava Eloá. O documento será encaminhado ao Ministério Público Estadual.
22.out.2008/Folha Imagem |
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Após receber alta médica e depor à polícia, Nayara Rodrigues deixa o hospital acompanhada do padrasto e da mãe, Andréa Araújo |
Depoimento
O depoimento de Nayara aconteceu na quarta (22), no hospital municipal de Santo André, e durou aproximadamente três horas. A adolescente estava internada desde o dia do crime, na sexta (17) após receber um tiro no rosto. Ela é considerada a principal testemunha do crime.
Em seu depoimento, Nayara disse que Eloá se descontrolou durante o cárcere privado e pediu para morrer.
"Não agüento mais, me mate, me mate. Não agüento mais ficar aqui", disse Eloá um dia antes do desfecho do cativeiro em que seu ex-namorado a manteve com a amiga Nayara. Eloá ficou mais de cem horas rendida por Lindemberg, que acabou preso.
A adolescente disse que Eloá não suportava mais ver o sofrimento das pessoas fora do cativeiro. Desesperada, Eloá começou a quebrar objetos por toda a casa e, em seguida, Lindemberg teria pego Nayara pelo pescoço e apontado uma arma para sua cabeça. Com a amiga dominada, Lindemberg perguntou para Eloá se ela queria que a "Barbie morresse".
Nayara disse ainda, em depoimento, que Lindemberg afirmava a todo momento que ela era responsável pelo rompimento do casal, já que seria conselheira sentimental de Eloá. Momentos antes da invasão do imóvel pela PM, Eloá disse ao ex-namorado que "o responsável pelo rompimento do namoro era o ciúme, o gênio e algumas atitudes dele".
Segundo Nayara, momentos antes do término do cárcere Lindemberg recebeu um telefonema e teve uma longa conversa. A menina disse acreditar, de acordo com o depoimento, que ele falava com o capitão Adriano Giovanini, negociador do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar.
Lindemberg mudou radicalmente de comportamento após a ligação. Na ocasião, muito nervoso, ele colocou uma mesa atrás da porta. Segundo Nayara, ele parecia estar desconfiado de uma possível invasão.
Na seqüência, Nayara ouviu um barulho, que não parecia uma explosão, mas um chute na porta. Ela disse que, até aquele momento, Lindemberg não havia efetuado nenhum disparo. Eloá deu um grito quando porta foi arrombada. Nayara cobriu rosto com edredom e disse lembrar ter ouvido dois estampidos e sentir um impacto em seu rosto.
Disparo
Ontem (23), o coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar prestou depoimento sobre o desfecho do caso. Depois, à imprensa, admitiu que os policiais do Gate podem ter interpretado um barulho qualquer como um tiro, ao ser questionado sobre a possibilidade.
Ele, no entanto, reiterou que mantém a convicção de que seus subordinados ouviram o tiro antes de invadir o apartamento.
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"Fiquei sabendo pela TV, como todos vocês. (...) Eu acompanhei ela até o local. A polícia me disse que a Nayara estava indo lá para negociar pelo telefone. Eu fiquei conversando em outro lugar com o irmão de Eloá. Quando eu me dei conta de que ela estava saindo para o apartamento, não deu tempo de fazer nada", disse Andrea.
"Como mãe, estou orgulhosa, mas um pouco braba (com a atitude da filha). Se soubesse que tinha essa possibilidade dela entrar (de novo no cativeiro), eu não deixava", falou.
Questionada sobre o que sente por Lindemberg, a mãe de Nayara disse que "ainda não assimilou seus sentimentos". "Talvez mais pra frente eu perdoaria, mas no momento eu não sinto isso", declarou.
Andrea afirmou que "a ficha ainda não caiu" sobre o ocorrido no seqüestro. "Ela (Nayara) está bem. Eu queria agradecer muito o carinho de todos - conhecidos e desconhecidos -, à equipe do hospital, à equipe do Gate, que esteve todo o tempo conosco", disse.
A paciente Nayara Silva, 15 anos, recebeu alta do hospital às 14h30. De acordo com o delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos, o depoimento dela à polícia começou às 15h. A mãe da adolescente disse que não havia conversado com Nayara sobre o fim da ação. "Tudo o que fiquei sabendo sobre o desfecho do caso foi hoje durante o depoimento. Não havíamos conversado sobre isso antes", afirmou.
Pesquisadores norte-americanos afirmaram nesta quarta-feira (22) que a medicação que inibe a vontade de fumar Chantix, que é produzido pela Pfizer pode causar lesões acidentais e até levar à morte, de acordo com a agência Reuters.
Segundo pesquisa do instituto sem fins lucrativos para práticas seguras de medicação e Universidade Wake Forest, foram mais de mil problemas de saúde e lesões no primeiro trimestre deste ano em doentes que tomavam o medicamento, incluindo 50 mortes.
Os cientistas americanos analisaram dados pós-comercialização submetidos a FDA (agência reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos nos EUA) de pessoas que utilizaram a droga, que foi aprovada para venda em 2006.
Em comunicado, a Pfizer afirmou que estava ciente dos tipos de riscos analisados, porém declarou que os relatórios são inconclusivos. Para a empresa, o Chantix é seguro e eficaz quando utilizado corretamente.
A publicação afirma que a FDA está revisando todos os relatórios, mas ninguém da agência foi encontrado para comentar as recentes descobertas. A Reuters afirma que o Chantix alerta que o medicamento pode causar depressão, comportamento suicida, agitação e outras atividades incomuns.
Em maio deste ano, pesquisadores relataram o primeiro aumento de acidentes graves relacionados ao medicamento, como problemas na visão e cardíacos.
No Brasil, o medicamento contra o fumo da Pfizer leva o nome de Champix, está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é comercializado desde 2006.
O diretor médico da subsidiária brasileira, João Fittipaldi, afirmou que o medicamento é seguro e só deve ser utilizado com prescrição e acompanhamento médico. De acordo com ele, o estudo divulgado hoje nos Estados Unidos trata de "relatos espontâneos" e não é "possível estabelecer relação de causalidade" entre os problemas de saúde e o Chantix.
"É um produto que trata de um vício. Mesmo quando se para de fumar sem o uso de medicamento, [a pessoa] pode apresentar uma série de alterações físicas e comportamentais", afirmou Fittipaldi.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Anvisa para comentar o caso, mas ninguém foi encontrado por volta das 18h30 desta quarta-feira.
Segundo cirurgiões dentistas, Nayara, que foi baleada na boca, se recupera bem e disse "muito obrigado" após a cirurgia
Segundo a polícia alagoana, o pai da adolescente era policial militar no estado e é acusado de envolvimento no assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa. O crime ocorreu em outubro de 1991, e, desde então, ele é foragido da polícia. Há quatro mandados de prisão contra Everaldo Pereira dos Santos.
Nome na certidão
A polícia de Alagoas chegou até o pai da adolescente em São Paulo por meio de denúncias anônimas, segundo o delegado-geral adjunto. Com a informação, a polícia procurou a certidão de nascimento de Eloá – que nasceu em Alagoas – e constatou que o nome do pai dela era o mesmo da pessoa procurada pela polícia. Pereira também foi reconhecido pelas imagens dele veiculadas na televisão durante o seqüestro da adolescente.
A Polícia Civil de Alagoas informou que enviou a São Paulo foto, ficha policial, os mandados de prisão e uma ficha com as impressões digitais de Everaldo. O delegado geral da Polícia Civil alagoana, Marcílio Barenco Correa Mello, disse que aguarda uma perícia técnica que aponte se as impressões digitais do foragido e do pai de Elóa são as mesmas. "Ele [Everaldo] é um arquivo vivo dos crimes que aconteceram na década de 90", disse.
Em entrevista coletiva na noite deste sábado, a equipe médica do hospital municipal de Santo André confirmou a morte cerebral, às 23h30 deste sábado (18), da adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, mantida refém por Lindemberg Alves, seu ex-namorado, por mais de cem horas, em Santo André.
Segundo o doutor Homero Nepumoceno Duarte, a adolescente passou duas vezes, em um período de intervalo de seis horas, por um exame que mede a taxa de oxigenação no sangue. "O teste deu positivo nas duas vezes, constatando morte cerebral", afirmou o médico.
Ainda não há informações se a família doará os órgãos de Eloá.
No último boletim divulgado por volta das 17 horas deste sábado (18), a equipe médica já havia informado que a jovem estava em coma irreversível, mas, para seguir um protocolo médico, era necessário esperar mais seis horas para confirmar a morte cerebral.
Segundo a médica, é precoce falar em seqüelas. A bala atravessou a cabeça e houve perda de massa encefálica. Além disso, houve lesão térmica (queima) do material. A adolescente permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital em estado gravíssimo. Heloá também foi ferida por um tiro na virilha. A cirurgia da jovem ocorreu das 19h15 às 22h.
Heloá foi socorrida depois de ser feita refém por 101 horas em um apartamento de Santo André, na região do ABC paulista. Lindembergue invadiu o apartamento na segunda-feira, quando a ex-namorada estava acompanhada de uma amiga e dois colegas de escola. Eles fariam um trabalho para aula quando todos foram rendidos.
Ele libertou os dois adolescentes na segunda-feira e Nayara, 15 anos, na terça-feira, após mantê-la no apartamento por 33 horas. O seqüestro teria sido motivado pela recusa de Heloá de reatar o namoro.
Na quinta-feira, a Nayara voltou ao apartamento onde estão Lindembergue e Heloá. Ela ainda permaneceu lá até o desfecho do seqüestro e foi atingida por um tiro próximo do boca, mas não corre risco de morte.
A diretora do Centro Hospitalar e coordenadora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade, Rosa Aguiar, declarou que foi "inadequada" a atitude do governo estadual de divulgar a informação da que Heloá teria morrido. "É estranho. Não sabemos de onde partiu essa informação. Não foi daqui do hospital", disse.
O coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque, responsável pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar, afirmou que negociação com Lindemberg Fernandes Alves foi longa e difícil porque intenção do rapaz era matar a ex-namorada feita refém e cometer suicídio.
"Não foi [o cárcere privado mais difícil]. Foi o mais longo. É claro, é difícil negociar com uma pessoa que não quer nada, que quer se matar e matar a parceira".
O cárcere privado da ex-namorada de Alves, que durou quatro dias, é o mais longo da história de São Paulo.
Rivaldo Gomes/Folha Imagem |
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Lindemberg Fernandes Alves sai de apartamento após manter a ex-namorada refém por cem horas em Santo André, Grande SP |
O Gate invadiu hoje o apartamento onde Alves mantinha a namorada refém e também onde estava uma amiga da garota. As duas saíram baleadas --a jovem mantida refém levou dois tiros --um na cabeça e outro na virilha-- e está em estado gravíssimo. A amiga foi atingida na boca.
O comandante disse que nunca houve a desistência de invadir o apartamento. "O problema foi a conversa que tivemos hoje. Ele parecia que estava decidido a fazer alguma coisa. Nossa equipe que estava no apartamento do lado estava escutando que ele não iria se entregar", disse o coronel.
Félix afirmou que a amiga relatou que Alves batia muito na refém, mas que a equipe do Gate não invadiu antes do disparo porque havia risco.
"Todas as nossas decisões têm um risco e quem toma a decisão é o responsável por ela. Ou seja, se nós tomamos a decisão, nós somos os responsáveis. Se houve excesso, alguma coisa, tudo bem, um inquérito vai apurar", afirmou Félix.
A invasão ocorreu no momento em que a Polícia Militar havia convocado uma coletiva de imprensa próximo ao local. Após o tumulto, o advogado Eduardo Lopes, que defendia o rapaz, disse que abandonaria o caso.
Invasão
Foi o mais longo caso de cárcere privado em São Paulo.
Joel Silva /Folha Imagem |
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Policiais militares invadem apartamento onde Lindemberg Fernandes Alves manteve a ex-namorada e uma amiga dela reféns |
Por volta das 18h10, houve uma explosão --aparentemente, uma bomba de efeito moral foi jogada no apartamento. Pouco depois, policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entraram no apartamento --alguns pela janela. Foram ouvidos três estampidos, semelhantes a tiros.
Pouco depois, as meninas foram retiradas do apartamento, e Alves foi levado em um carro da polícia para uma delegacia da região.
Reféns
Inconformado com o fim do namoro, o rapaz havia invadido o apartamento onde a ex-namorada estudava com três amigos por volta das 13h30 de segunda-feira (13). Dois garotos foram libertados na noite de segunda. Uma amiga da adolescente ficou 33 horas em cárcere privado, mas voltou ao apartamento na manhã de quinta (16) porque a polícia aceitou uma exigência do criminoso. Ele havia se comprometido a soltar as duas em seguida, o que não aconteceu.
A estratégia foi criticada. O procedimento quebra as regras para esse tipo de situação, segundo o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública.
Integridade
Por volta das 14h10 desta sexta, o promotor Augusto Rossini e o advogado Eduardo Lopes, que defende Alves, afirmaram que seria dada garantia de integridade física para que o rapaz libertasse a ex-namorada e a amiga dela.
De acordo com ambos, a garantia de integridade física foi uma exigência de Alves para libertar as meninas. Ele também teria pedido redução de pena para se render.
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