Morte da modelo Mariana Bridi surpreende médicos

Divulgação / AEEvolução da infecção urinária para a morte é incomum.
Mais de mil pessoas acompanharam o enterro da jovem.

A modelo Mariana Bridi, 20 anos, sepultada na tarde deste sábado (24), em Marechal Floriano (ES), faleceu devido a uma evolução da infecção urinária. Médicos afirmam que é incomum essa doença, que acomete principalmente as mulheres, causar a morte. O caso foi considerado raro pela comunidade médica. A administração do Cemitério Luterano afirmou que mais de mil pessoas acompanharam o funeral.



“A infecção urinária é muito comum. Raramente se vê uma mulher que nunca tenha tido”, diz o infectologista Eumann Rebouças. Se tratada logo no início, não gera problemas graves. Aliás, o tratamento é feito com antibióticos simples.

A jovem ficou 20 dias internada. Foi contaminada por duas bactérias: pseudomonas e estafilococos. Primeiro, elas infectaram o aparelho urinário. Em seguida, atingiram a corrente sanguínea.

O corpo faz com que o sangue se concentre nos órgãos vitais – como cérebro e coração – para protegê-los. Assim, as extremidades do corpo sofrem com a falta de circulação. Neste caso, causando a perda das mãos e dos pés.

O detalhe é que as bactérias que a modelo apresentou são incomuns em infecções urinarias. “Foi uma grande infelicidade”, afirma o urologista José Suassuna. “A dor é muito grande, não tem tamanho”, diz Agnaldo Costa, pai da modelo.

Após o velório realizado no Asilo Sou Feliz e antes do sepultamento, houve uma missa na Igreja Católica da cidade. Segundo Antonio Bueno, coordenador do Cemitério Luterano, até a prefeita Eliane Lorenzoni participou da homenagem. Também foram dedicadas seis coroas à jovem.

A chuva, que começou no início do funeral, não espantou as pessoas que acompanhavam o enterro. “Foi muito bonito. A comunidade toda estava presente”, diz Bueno em entrevista ao G1. No local, uma benzedeira da igreja católica esteve presente. “Todos caminharam em silêncio”, contou o administrador.

Até cerca das 19 horas os pais permaneceram no cemitério para agradecer o carinho de quem compareceu. “Para nós foi um choque. De certa maneira, ela representava a cidade”, finalizou Bueno.


1 comentários:

  1. laura disse...:

    Foi uma fatalidade, conheci Mariana, tive o prazer de te-la em minha casa por várias vezes, menina meiga, carinhosa e linda. Tenho certeza Dr. que fez o impossivél, e hoje nos resta e pedir que Deus a acolha com muito carinho. A saudade é grande, perder alguém que amamos é uma dor sem fim, Mariana deixou aqui muitas saudade, hoje fica a lembraça do seu sorriso do olhar de menina. Descanse em Paz.